Pular para o conteúdo principal

"A fabulosa morte do professor de Português" - Resenha livro infantojuvenil


Conteúdo publicado em Palavralida:

Dando seguimento às conversas e histórias para “LER COM”, apresentamos “A fabulosa morte do professor de Português”, um livro de Lourenço Cazarré, ilustrado por Negreiros e publicado pela editora Autêntica.
O professor de Português, Severino Severo, todo seu rigor e humor pouco convidativo, assombram os personagens dessa história, afinal, cada um deles havia sido seu aluno em algum momento, sofrendo com as severas (rs) condições do professor.
A história é contada por Mariana, escalada pela diretora da escola a escrever sobre a inauguração de uma livraria na cidade para o jornal da escola. Logo de início ela encontra Tédio, que será seu parceiro nas confusões por vir. Entre o “convite” da diretora e a fabulosa morte, muitas descobertas e perguntas acontecem.
O livro apresenta personagens bem marcados, com características físicas e comportamentais bem detalhadas, muitos diálogos e uma ilustração que apoia a construção do leitor.
Os capítulos curtos ajudam os leitores menos experientes e garantem fôlego para os que não estão acostumados a ler em voz alta, bem como favorecem a divisão da leitura de acordo com as possibilidades de tempo de pais e professores.
A leitura rende risadas e conversas sobre ética, relações de poder, as histórias dos pais e professores quando estudantes, aproximação de tempos de escola passados e atuais, construção pesquisas, dinâmicas em sala de aula, dramatização, aprimoramento da escuta e da relação com a espera, desenvolvimento da leitura, do afeto, da compreensão de texto e de mundos.
Um livro para muitas idades, especialmente para leitores a partir de nove anos e adultos pouco experientes.

Bom, é claro que as crianças podem ler sozinhas também, mas os pais e professores perderiam essa deliciosa história e isso não parece justo. 
Gostou das ideias?

Leia mais um pouco sobre o assunto em

Depois conta pra gente o que achou, ok?

Aquele abraço,
Laura C. Ferreira

Ficha:
“A fabulosa morte do professor de Português”
Autor: Cazarré, Lourenço
Ilustrações: Negreiros
Editora: Autêntica


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

"Diário de Pilar" - Resenha de livro infantojuvenil

Sobre as delícias e descobertas de “Ler com” trazemos hoje “Diário de Pilar”, escrito por Flavia Lins e Silva, ilustrado por Joana Penna e publicado pela editora Pequena Zahar. O “Diário de Pilar” é uma coleção de seis livros:   Diário de Pilar na Grécia, Diário de Pilar na Amazônia, Diário de Pilar no Egito, Diário de Pilar em Machu Picchu, Diário de Pilar na China e Diário de Pilar na África. Pilar é uma garota cheia de imaginação que se envolve em aventuras pelo mundo e pelo tempo com seu melhor amigo, o Breno, e seu gato, o Samba. Pilar é cheia de sonhos, ideias, criatividade, imaginação, coragem, olhos e coração muito gentis. A escrita de Flavia nos envolve misturando conhecimento, afetos, aventuras e descobertas sobre culturas e histórias de outros tempos e lugares. O livro é escrito em páginas pautadas numa edição cuidadosa que nos aproxima de Pilar e de seus registros em diário. A ilustração de Joana deixa os personagens e seus caminhos mais próximos, auxiliando o ...

Sobre ter (muitos) medos e ainda ser a mãe/pai

Medo de altura, de barata, de rato, de sapo, de assalto. Medo de não ter dinheiro, de perder o emprego, de morrer de repente, de não ser boa/bom o suficiente. Medo de surtar, de perder o controle, medo de não querer parar mais de gritar.  Medo de todo mundo descobrir que você tem um medo danado de tantas coisas e que sua vontade (muitas vezes) é voltar para a saia da mãe (a sua) e ficar lá por mais uns 30 anos ou pelo menos uns 30 minutos. O mundo está corrido mesmo. Existem muitas coisas muito malucas acontecendo mesmo. O medo que a gente sente é medo mesmo e se não falarmos sobre ele teremos cada vez mais medo, e nos sentiremos cada vez mais fracos e sozinhos. Ser responsável por alguém é uma coisa imensa, tão imensa que só é possível entender quando somos, de fato, responsáveis por alguém.   E de repente não estamos mais sozinhos para encarar as consequências de nossas atitudes, e aí bate um medo de mudar de emprego, de apostar num sonho, de mandar o chefe para o...