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Bater ou não bater: eis a questão.

Não bater.
Não se bate em amigo, não se bate nas pessoas, nem se batem portas de casa, de carro, nem de geladeiras.
Não. Não podemos também fingir que isso não acontece ou que tenha deixado de ser prática comum.
Bater em filhos parece a forma mais rápida de evitar que permaneçam fazendo algo errado. Mas depois de bater é necessário encarar o pequeno te olhando lá debaixo com cara de susto, os olhos molhados, o choro, a raiva e os gritos que podem vir depois.
Sempre acho que depois de bater aparece outro problema para resolver, então nunca acho que bater soluciona , porque acaba apresentando uma nova coisa que precisa ser resolvida e isso vira um ciclo sem fim de tristeza, raiva e frustração: na mãe/pai e no filho.
Quando estamos na vida, lá fora de casa, nas nossas relações externas aos filhos, exercitando nossa paciência com um monte de coisas e algo nos aborrece, o que fazemos?
O que você faz quando alguém não faz o que você quer?
Cada pessoa tem uma forma diferente de viver e terá um jeito próprio para responder a esta pergunta.
Por que não pensamos sobre isso?
Passamos pela vida com tantas responsabilidades e afazeres, cheios de regras para cumprir, que não paramos para pensar em como agimos conosco ou com os outros, apenas agimos. Vamos seguindo, torcendo para que dê tudo certo no final, afinal, estamos fazendo o melhor que podemos.
Que tal respirar um pouco?
Que tal antes de uma ação mais agressiva tentar (apenas tentar) respirar?
Será que o pequeno entende o que está fazendo de errado?
As explicações que oferece são suficientes?
O pequeno entende as palavras que você usa?
Eu sei. Esse assunto é muito difícil. Este é um dos grandes tabus da maternidade/paternidade, mas vamos aceitar o desafio e falar sobre isso?
Aquele abraço
Por Laura Cristina Ferreira

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